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Conte-nos o seu percurso e a razão pela qual escolheu a sua especialidade.:

Sou Coordenadora do departamento de psicologia Associação Projecto Artémis e psicóloga da mesma instituição desde 2005.
Desenvolvo o meu trabalho à 15 anos em psicologia, estando ligada à área do luto e trauma, nomeadamente perda gestacional, desde o início da minha carreira profissional.
Participei em vários seminários nacionais e internacionais, e também dedico muito do meu tempo à formação.

Que tratamentos realiza no seu dia-a-dia e qual o impacto nos seus pacientes?:

Desenvolvo apoio terapêutico individual, de casal e faço moderação de grupos de auto-ajuda e terapêuticos.
As consultas individuais são fundamentais para qualquer ser humano, o processo de conhecimento interno é algo facilitador para a saúde mental, sem haver necessidade de existir qualquer patologia. Nesse sentido, seja qual for o motivo da consulta, há sempre benefícios e mudanças nos pacientes.

Qual o seu principal target e que tratamentos têm mais procura?:

Maioritariamente a procura é feita por adultos, no caso da perda gestacional e luto, verifica-se em alguns casos a procura de apoio psicológico em terapia de grupo.

Que alterações tem vindo a observar na sua atividade profissional ao longo do seu percurso (por exemplo, procura, necessidades dos pacientes, intervenção do digital)?:

Inicialmente as consultas à distância não eram sequer possíveis. Havia também muita vergonha na procura por ajuda psicológica. O ir ao psicólogo era visto como tabu.
Hoje em dia, a intervenção digital é sem dúvida facilitador da procura, as mentalidades também têm vindo a mudar. Pessoalmente continuo a dar sempre preferência ás consultas presencias, contudo as novas tecnologias são uma forma de chegarmos a mais pessoas. Neste momento verifica-se mais procura por ansiedade, depressões, estados limite de cansaço que levam a patologias, em muitos casos que advêm do estado de emergência e do confinamento que estamos a passar.

Em que medida o digital favorece o contacto e acompanhamento dos seus pacientes?:

Em muito, os horários são mais flexíveis, podemos chegar a pessoas de localidades mais distantes, e ás vezes os pacientes sentem-se também mais confortáveis por estarem no “seu” espaço.

 

Sandra Cunha

 

 

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