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Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum. Conhece os seus sintomas

Mundialmente, há 7 a 10 milhões de doentes com Parkinson. Só em Portugal há 20 mil pessoas com esta doença e, todos os anos, são diagnosticados mais de 1800 novos casos. Com o aumento da esperança média de vida, é expectável que estes números também possam sofrer um aumento. Mas, afinal, quais são as principais caraterísticas desta doença? É isso que te vamos explicar a seguir.

doença de crohn

Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum. Conhece os seus sintomas

A doença de Parkinson está relacionada com a morte de células nervosas cerebrais, ou seja, de neurónios. São estas células que produzem a dopamina, uma substância responsável por comandar os movimentos do corpo. Logo, a diminuição da produção deste composto vai prejudicar o controlo da tensão muscular e dos movimentos. 

Apesar de se desconhecer a causa exata para o desaparecimento destas células, sabe-se que esta doença é mais prevalente em homens, após os 60 anos de idade.

Parkinson
Sintomas

Os sintomas desta doença manifestam-se, sobretudo, a nível motor, traduzindo-se em tremores, rigidez do tronco e dos membros e lentidão dos movimentos.

Numa fase inicial, os tremores podem ser ligeiros e atingir apenas um membro, sendo que, com a evolução da doença, a tendência é para que os tremores se intensifiquem e se espalhem por todo o corpo.

Nessa fase, os tremores podem prejudicar a marcha e a postura, comprometendo a realização de ações tão básicas como sentar ou levantar.

O Parkinson também pode afetar o sono, o pensamento, a fala e o estado de alma dos doentes. Outros danos colaterais desta doença podem ser: depressão, ansiedade, perturbações da memória, dificuldades visuais, incontinência urinária, alterações na sexualidade, cãibras, dificuldades de mastigação e de deglutição e transpiração.

Diagnóstico

Não há análises ou exames que permitam o diagnóstico da doença de Parkinson. Por isso, o diagnóstico desta doença tem sempre por base a história clínica familiar do doente, além da sua avaliação neurológica. A manifestação evidente de alguns dos sintomas descritos atrás são, também, um meio de confirmar a presença desta doença.

Tratamento

Apesar de não ter cura, há terapêuticas para a doença de Parkinson que permitem que os doentes consigam manter a sua independência e qualidade de vida. O tratamento é sempre personalizado e tem em conta os sintomas manifestados e a idade do doente, bem como o seu estilo de vida e estado cognitivo, comportamental e psiquiátrico.

A terapêutica pode passar pela toma de medicação que estimula a libertação de dopamina ou pela toma de fármacos que se convertem, eles próprios, em dopamina a nível cerebral.

Em alguns casos, pode ser sugerida uma cirurgia para colocação de um implante que estimula o núcleo subtalâmico. Este implante pode melhorar a função motora e ajudar o doente a recuperar a sua qualidade de vida e autonomia.

O exercício físico estimula a produção de dopamina. Por isso, também é importante que estes doentes mantenham alguma atividade física, como dança, caminhada ou corrida.

Se te identificas com alguns dos sintomas apresentados, então não adies mais uma avaliação médica. Vai a doctorino.pt e marca já uma consulta com um neurologista perto de ti!

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