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Importância da Vacinação – 5 razões para se vacinar contra a Covid-19

Desde que a Organização Mundial de Saúde (WHO) declarou a manifestação da COVID-19 em março de 2020, a população mundial vive em sobressalto num dos tempos mais sombrios de que há memória, onde as vacinas, até há bem pouco tempo, eram apenas uma utopia e único sinal de esperança. Hoje em dia a história é outra e dá-nos alento, com o aparecimento e comercialização de quatro vacinas contra a covid-19 em Portugal, autorizadas pela Comissão Europeia, com muitas outras no horizonte.

dentista pediátrico

O Plano de Vacinação COVID-19, em Portugal, foi apresentado no dia 3 de dezembro de 2020, estando a execução do mesmo a cargo do Serviço Nacional de Saúde. O plano é atualizado à medida que mais informação fica disponível, sendo este vírus um caso de estudo diário.

O Plano de Vacinação contra a COVID-19 assenta em valores de universalidade, gratuidade, aceitabilidade e exequibilidade, tendo como objetivos de saúde pública:

  • salvar vidas, através da redução da mortalidade e dos internamentos e da redução dos surtos, sobretudo nas populações mais vulneráveis
  • preservar a resiliência do sistema de saúde, do sistema de resposta e do Estado

Como é sabido, a vacina contra a covid-19 não é obrigatória, sendo por isso o debate dos dias de hoje aceso entre o dever e o direito à vacinação. A pensar naqueles que possam ser mais relutantes ou desconfiados, vamos enumerar 5 razões para percebermos que a nossa melhor arma nesta guerra camuflada de pandemia, são as vacinas

1 – As vacinas são seguras e salvam vidas 

A vacina da COVID-19 foi sujeita a vários testes para garantir a sua eficácia, segurança e qualidade pelas autoridades europeias do medicamento. Todas as vacinas estão a ser testadas da mesma forma que as vacinas contra outras patologias. O facto de serem desenvolvidas em tempo recorde pode estar associado à diminuição da burocracia, não porque os testes de segurança tenham sido menos cuidadosos e exaustivos.

Algumas notas a ter em conta:

  • Todas as vacinas que estão no mercado foram devidamente analisadas
  • Tendo sido dada a indicação que são eficazes e seguras, devemos cumprir a vacinação contra a COVID-19, para atingir a imunidade de grupo tão depressa quanto possível.
  • Todas as vacinas são válidas, sendo elas o melhor caminho para o regresso à normalidade.

Já pensaste que nunca houve tanta preocupação com as vacinas da gripe ou da BCG, do tétano ou do sarampo? Todas têm duas coisas em comum: Beneficiam a saúde pública mundial e são seguras.

2 – São raros os impactos indesejáveis da toma da vacina

Em nada diferente a outro medicamento qualquer, também as vacinas contra a COVID-19 poderão despoletar efeitos aborrecidos. Em condições normais poderão aparecer alguns sintomas ligeiros, descritos no folheto informativo de cada vacina e incluem:

  • dor ou vermelhidão no local da injeção
  • dor de cabeça
  • dores musculares ou das articulações
  • febre
  • Cansaço
  • enjoos
  • mal-estar geral

Normalmente estes efeitos resolvem-se espontaneamente no prazo de três dias. No entanto, e não obstante ao que já foi dito, se sentir alguns sintomas mais graves e persistentes deve consultar o seu médico de imediato. Estes sintomas podem ser por exemplo causados por uma alergia grave a algum dos componentes da vacina.

importância da vacinação

3 – A vacinação funciona e é eficiente 

Alguns meses depois do início do processo de vacinação, já foram administradas em Portugal cerca de 14.023.502 doses das vacinas contra a covid-19. Segundo os últimos dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde, pela Secretaria Regional da Saúde e Desporto dos Açores e pela Secretaria Regional da Saúde e Protecção Civil da Madeira, 56,62% dos portugueses já estão completamente vacinados contra a covid-19. 

Posto isto, comprove a eficácia das principais vacinas desenvolvidas contra o novo coronavírus:

  • PFIZER E BIONTECH

A vacina da Pfizer-BioNTech revelou uma eficácia de 95% e foi uma das primeiras vacinas a obter aprovação por parte das entidades reguladoras de vários países. É tomada em duas doses e necessita de ser armazenada a 70 graus negativos, algo que viria a dificultar a sua comercialização e transporte.

  • MODERNA

A vacina da Moderna terá uma eficácia a rondar os 95%, isto no final de novembro. Tal como a vacina da Pfizer/BioNtech, a da Moderna é administrada por duas injeções no braço separadas no tempo por um intervalo de 28 dias.

  • ASTRAZENECA

Depois de um período de muitos avanços e recuos e algumas trocas de acusações entre a União Europeia e a AstraZeneca, a Agência Europeia do Medicamento aprovou a vacina desenvolvida pela farmacêutica britânica. Esta é a que apresenta a eficácia mais baixa, não indo além dos 70%.

  • NOVAVAX

Uma nova vacina da Novavax contra o coronavírus demonstrou ser 89,3% eficaz, revelou a empresa de biotecnologia norte-americana. De ressalvar que esta vacina encontra-se em fase de testes, ainda que avançada.

  • JOHNSON & JOHNSON

O fármaco destaca-se dos demais por ser uma vacina de toma única e apresentar uma taxa de eficácia geral de 66% contra a covid-19, número que sobe para 85% na prevenção de casos de doença muito graves.

4 – Contribui para a imunidade de grupo

A imunidade de grupo para uma doença infeto-contagiosa, como é o caso da covid-19 numa determinada população, de forma muito generalizada, acontece quando uma parcela considerável dessa população está imune (protegida) contra essa doença e contribui para que esta não se dissemine.

Sabia que para as doenças contra as quais existem vacinas, muitas doenças graves estão hoje erradicadas ou são controladas graças aos programas de vacinação da população? São exemplos de casos de sucesso a vacina contra a varíola e o sarampo. 

Conheça quais são as vantagens de estar imune: 

  • As cadeias de transmissão são interrompidas;
  • A probabilidade de alguém não imune contactar com alguém infetado que o contagie é reduzida;
  • Grupos mais vulneráveis, que possam não estar imunes, como bebés e crianças, idosos, grávidas e pessoas com o sistema imunitário comprometido, estão mais protegidos porque o contacto com pessoas infetadas é muito menos provável.

Desta forma, para cada doença, a percentagem da população que deve estar imune para que se consiga diminuir ou interromper o contágio com segurança andará na ordem dos 80%-95%.

importância da vacinação imunidade de grupo

5 – Ajudar e proteger o SNS

Ser vacinado, e não restringindo as vacinas para a da covid-19, significa que apresenta um menor risco de contrair doenças infecciosas e potencialmente mortais ao longo da vida. Tal alivia a pressão dos serviços de saúde, que podem então direcionar os seus esforços, recursos e equipamentos para ajudar pacientes com doenças não evitáveis. 

Por outras palavras, ser vacinado contra a Covid-19 contribuirá igualmente para libertar recursos, reduzindo o número de casos e evitando a acumulação de outros tratamentos. 

Na ótica dos internamentos e dos doentes em cuidados intensivos, ainda que estando a crescer, os números crescem sempre menos do que o número de casos e a situação encontra-se controlada do ponto de vista da resposta do SNS.

Em suma:

É muito importante que se informe correctamente a sociedade em geral e que se perceba os benefícios factuais da toma da vacina contra a covid-19 . Faça parte da solução contra este problema à escala mundial, marque uma consulta no nosso site doctorino com um dos nossos especialistas em saúde pública e saiba como se proteger neste tipo de situações!

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