doenças neurodegenerativas

Há mais de 600 doenças neurodegenerativas. Percebe as suas principais consequências

De uma forma geral, podemos considerar doenças neurodegenerativas todas as patologias que atingem os neurónios do cérebro humano. Há mais de 600 doenças neurodegenerativas, sendo as mais conhecidas Huntington, Parkinson e Alzheimer (esta última responsável por 60% a 70% dos casos de demência a nível mundial).

Como, habitualmente, os neurónios não se reproduzem, nem se substituem, a sua lesão ou “morte” representa o seu desaparecimento definitivo. Por esse motivo, estas são doenças que, além de incuráveis, são debilitantes e irreversíveis, pois caracterizam-se pela degeneração progressiva e/ou morte dos neurónios. Algumas das suas consequências mais frequentes são problemas de movimento (ataxias) ou de função mental (demências). Sabe mais.

doenças neurodegenerativas

Há mais de 600 doenças neurodegenerativas. Percebe as suas principais consequências

As doenças neurodegenerativas são altamente incapacitantes e raramente têm causa determinada. A sua prevalência na sociedade tem vindo a aumentar de forma significativa e a um ritmo exponencial. Em Portugal, estima-se que haja cerca de 153 mil pessoas com algum tipo de demência

Apesar de se desconhecer, de uma forma geral, a origem destas patologias, os investigadores acreditam que elas podem resultar da combinação de fatores genéticos e ambientais, onde se podem incluir aspetos relacionados com o estilo de vida do doente.

O rumo da doença é sempre similar: há uma perda progressiva de neurónios e das conexões entre as várias áreas do cérebro, o que se traduz numa atrofia cerebral crescente.

Diagnóstico e tratamento

Um diagnóstico precoce pode contribuir para um melhor prognóstico da evolução da doença. Isto, porque um tratamento precoce e a adoção de um estilo de vida saudável podem ajudar a evitar as perdas de memória e a travar a progressão da doença.

Até agora, a grande maioria destas doenças não tem tratamento, mas sim terapêuticas que permitem atenuar ou controlar a sua sintomatologia, melhorar a qualidade de vida do doente e prevenir ou adiar a progressão da doença.

No caso do Alzheimer, por exemplo, a medicação (como os inibidores da acetilcolinesterase e a memantina) pretende, essencialmente, aumentar as funções cerebrais do doente e permitir que ele mantenha a autonomia e a independência por um período de tempo o mais alargado possível.

Doença de Alzheimer

Por ter uma prevalência significativa, vale a pena deixar algumas notas mais específicas sobre a doença de Alzheimer. Esta patologia é causada por pequenas placas de proteínas que se acumulam no cérebro e danificam algumas regiões cerebrais, o que conduz à perda progressiva de memória e de outras funções cognitivas. 

Trata-se de uma doença que pode afetar várias funções, sem contudo interferir no estado de consciência. O impacto na vida dos doentes e das famílias é grande.

Alguns dos fatores de risco para esta doença podem ser:

  • genética (historial familiar da doença);
  • ter mais de 65 anos de idade;
  • género feminino;
  • baixa escolaridade;
  • défice cognitivo ligeiro (DCL);
  • historial de trauma craniano grave ou repetido.
Parkinson
riscos do consumo de alcool
Doença de Parkinson

Também algo comum é a doença Parkinson. Ela costuma estar associada a um défice de dopamina, o qual afeta os gânglios basais do cérebro. Como consequência, podem surgir rigidez e tremores nos principais músculos do corpo.

Sabe mais, aqui.

Prevenção

Apesar de ainda não se conhecerem ao certo as causas das doenças neurodegenerativas, ter um estilo de vida saudável é sempre recomendável. Por isso, deves procurar adotar as seguintes medidas: 

  • teres uma dieta equilibrada, prevenindo outras doenças, como os problemas cardiovasculares, a diabetes, a hipertensão arterial, o colesterol e a obesidade;
  • praticares atividade física regularmente, para evitares as chamadas das doenças cerebrovasculares;
  • desenvolveres e estimulares as competências sociais e intelectuais, durante a vida;
  • evitares o stress e doenças como a depressão;
  • não fumares;
  • consultares um médico, assim que surjam sinais de alerta, como perdas de memória frequentes e injustificadas.

Portanto, se te reconheces em algumas destas descrições ou se conheces alguém nesta situação, procura ajuda o mais depressa possível. Vai a doctorino.pt e marca uma consulta com um neurologista.

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