depressão capa

Depressão: os 10 sintomas que não deve ignorar

dentista pediátrico

O que é a depressão e quem pode ser afetado?

A depressão é muito mais do que se sentir triste, é uma patologia do foro mental que além da sensação de tristeza permanente, causa a perda de interesse nas atividades anteriormente prazerosas, cansaço constante e sentimento de vazio.  É bastante frequente pessoas com esta condição apresentarem incapacidade de realizar tarefas básicas do dia-a-dia e, em casos mais graves, extrai a vontade de viver. Deste modo, esta é uma doença que afeta os sentimentos, pensamentos e comportamentos, podendo desencadear problemas tanto a nível emocional, como físico. 

A depressão não escolhe idade nem género, ainda que as estatísticas apontem para uma maior prevalência no sexo feminino, está confirmado que pode afetar qualquer pessoa. No caso das crianças e adolescentes, os sintomas diferem ligeiramente daqueles experienciados pelo adulto, sendo a raiva e irritabilidade são sinais indicadores de que algo não está bem. É ainda importante salientar que existem alguns fatores de risco que estimulam o desenvolvimento deste distúrbio, nomeadamente:

  • situação económica desfavorável
  • desemprego
  • acontecimentos de vida (falecimentos, término de relacionamentos, pós-parto) 
  • ocorrência de doenças físicas
  • predisposição genética (pessoas com familiares de primeiro grau com depressão, apresentam um risco 2 a 4 vezes maior de desenvolverem a doença)

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que a depressão afete mais de 264 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo a causa de morte de aproximadamente 800 mil pessoas por ano. Esta doença tornou-se um dos principais problemas de saúde mental a nível mundial e a segunda principal causa de morte em jovens de 15 a 29 anos.

Depressão ou tristeza: como distinguir?

Facilmente confundida com tristeza, a depressão vai muito além de se estar triste. A tristeza é um sentimento normal e temporário, manifesta-se como uma reação a um acontecimento indesejado. Normalmente dura algumas horas ou dias, mas não afeta de forma significativa a vida das pessoas. Já a depressão constitui uma doença em que os sintomas prevalecem durante semanas ou meses, afetando consideravelmente as atividades diárias, rendimento profissional e vida social das pessoas.

Os 10 sintomas que não devem ser ignorados

De forma a fazer uma melhor distinção entre o estado emocional de tristeza e a depressão, seguem-se 10 sintomas característicos e permanentes da patologia mental que podem ser experienciados a diferentes graus de gravidade:

  • Sentimento de tristeza e vazio 
  • Perda de interesse e prazer em todas, ou quase todas, atividades diárias
  • Falta de energia e fadiga sem causa aparente
  • Agitação ou lentificação psicomotoras
  • Sentimentos de culpa excessiva e de autodesvalorização
  • Diminuição da concentração, capacidade de memorizar e raciocinar
  • Distúrbios do sono e do desejo sexual
  • Variações significativas do peso por perturbações do apetite
  • Sintomas físicos não devidos a outra doença (mal-estar geral, dores de cabeça, perturbações digestivas, entre outros)
  • Pensamentos de morte e tentativas de suicídio
depressão

Grau de gravidade da depressão vs. sintomas experienciados

A depressão pode apresentar-se sob diferentes formas de acordo com o número de sintomas experienciados, respetiva intensidade e repercussão destes ao nível da vida pessoal, profissional/escolar e social:

  • forma ligeira: existência de poucos sintomas de intensidade leve. A pessoa consegue controlar o seu mal-estar na maioria das vezes e realizar as suas atividades diárias.
  • forma moderada: neste caso, o número de sintomas, tal como a sua intensidade e influência no funcionamento social e ocupacional estão entre os citados para a forma ligeira e a forma grave.
  • forma grave: o número de sintomas ultrapassa o número mínimo determinado para se executar o diagnóstico. Não é possível o controlo do mal-estar, sendo que os sintomas afetam a vida pessoal, profissional/escolar e social da pessoa em questão.

Quais são as causas?

Não existe uma causa única para a depressão, podendo ocorrer por vários motivos que podem ser endógenos (relativos à própria pessoa) ou exógenos (relativos às circunstâncias desfavoráveis que circundam a pessoa em questão):

  • Eventos stressantes e adversos: situações de luto ou rompimento de relacionamentos podem aumentar o risco de desenvolver depressão.
  • Personalidade: certos traços de personalidade, como baixa auto-estima ou autocrítica excessiva, causam uma maior vulnerabilidade à depressão.
  • Histórico familiar: se tiver familiares próximos que tiveram ou têm esta patologia depressiva, o risco de vir a desenvolvê-la é acrescido. 
  • Dar à luz: as mudanças hormonais e físicas sentidas durante e após a gravidez, bem como a responsabilidade adicional de uma nova vida, podem levar à depressão pós-parto.
  • Solidão: o sentimento de solidão causado por ficar longe da família e/ou amigos é também apontado como motivo causador de depressão.
  • Álcool e drogas: está comprovado que a dependência de substâncias como o álcool e drogas, tem uma ligação direta com o desenvolvimento de depressão.
  • Outra condição médica: doenças graves ou doenças a um nível avançado podem causar perturbações a nível emocional e psicológico e, por sua vez, levar à depressão.

Frequentemente, diferentes causas podem combinar e desencadear a depressão. Por exemplo, se se sentir mal por estar doente e, seguidamente, passar por um evento traumático, como uma perda, alguns sintomas típicos de depressão podem ser fomentados e, se não tratados, pode ocorrer o desenvolvimento da doença.

Os diferentes tipos de depressão 

Segundo o Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM-V), estão compreendidas na categoria dos distúrbios depressivos:

  • Perturbação de desregulação do humor disruptivo;
  • Perturbação depressiva major;
  • Perturbação depressiva persistente (distimia);
  • Perturbação disfórica pré-menstrual;
  • Perturbação depressiva induzida por substância/medicamento;
  • Perturbação depressiva devida a outra condição médica;
  • Perturbação depressiva com outra especificação;
  • Perturbação depressiva não especificada.

Todas estas perturbações prejudicam o doente na realização das tarefas diárias e partilham a presença de sintomas como a tristeza, sensação de vazio e irritabilidade, diferindo apenas na etiologia (origem), duração e timing.

É importante salientar que a perturbação depressiva major constitui a forma “clássica” e mais comum de depressão; e a perturbação depressiva persistente (distimia) diz respeito à forma crónica de depressão.

Como é feito o diagnóstico?

Não existem testes físicos específicos para diagnosticar a depressão. Geralmente, o diagnóstico é feito recorrendo à anamnese (história de vida) do paciente, na listagem dos sintomas sentidos pelo próprio e na recolha de sinais testemunhados por terceiros (médico ou outros profissionais de saúde, familiares, amigos, entre outros). Testes psicológicos e análises ao sangue podem ser realizados para a despistagem de outras doenças.

Que tipos de tratamentos existem?

O tratamento adequado está dependente do tipo de perturbação depressiva e, geralmente, envolve uma combinação de psicoterapia e medicação (terapia combinada).

Na psicoterapia, o paciente é instruído de forma a compreender o que está a acontecer consigo, as razões que levaram ao desenvolvimento da patologia e quais os estímulos que evidenciam os sintomas. Além disso, durante este acompanhamento psicológico, o paciente irá desenvolver estratégias que o ajudam a resolver os seus problemas e o motivam  na busca de apoio familiar e social.

Quando os sintomas são de tal forma acentuados que tornam o indivíduo incapaz de manter o seu normal funcionamento diário, o tratamento é feito recorrendo a medicação específica, como antidepressivos. Porém, a terapêutica farmacológica não é, por si só, suficiente para tratar a depressão, sendo a psicoterapia essencial para melhorar o bem-estar psicológico e físico do doente. 

depressão tratamento

Medidas estratégicas de prevenção

Na maioria das vezes não é possível prevenir esta condição, mas é possível adotar certas medidas eficientes na conservação e manutenção da saúde mental:

  • Encontrar formas para controlar o stress, aumentar a resiliência e incentivar a autoestima;
  • Adotar um estilo de vida saudável: dormir bem, ter uma alimentação equilibrada e praticar exercício físico;
  • Não se isolar em tempos de crise, mas procurar apoio na esfera familiar e nos amigos;
  • Caso apresente um humor deprimido regular, buscar ajuda o mais rápido possível;
  • Se já teve depressão, é aconselhável fazer um tratamento de manutenção de longo prazo para ajudar a prevenir uma recaída dos sintomas.

Peça ajuda: quanto mais cedo melhor!

Caso esteja a experienciar sintomas de depressão durante a maior parte do dia, todos os dias por mais de 2 semanas, procure ajuda com a maior brevidade possível! É ainda particularmente importante falar com um profissional de saúde se:

  • Tiver sido diagnosticado(a) com depressão, mas sente que o tratamento não está a ajudar no alívio dos sintomas.
  • Se sente que o seu humor deprimido afeta negativamente a produtividade profissional, os relacionamentos com a sua família e amigos e/ou outros interesses.
  • Se tem pensamentos de suicídio ou automutilação.

Não espere pelas complicações e consequências que esta doença possa trazer! Temos à sua disposição, Psicólogos e Psiquiatras capazes de lhe oferecer apoio e tratamento eficaz. Marque aqui a sua consulta.

Artigos Recentes
Maria Luis capa_blog
A Terapeuta Maria Luís Lopes já está Disponível Para Marcações na Doctorino!
"Ajudar os outros a encontrarem o seu equilíbrio a nível físico, emocional e mental de...
acne capa
Acne: saiba tudo, o que é e como tratar
A acne é provavelmente a doença da pele mais comum na vida dos portugueses. A...
importância da vacinação capa
Importância da Vacinação – 5 razões para se vacinar contra a Covid-19
Como é sabido, a vacina contra a covid-19 não é obrigatória, sendo por isso o...