Amigdalite: Descubra tudo sobre este problema

Se já sentiu uma dor na garganta ao engolir ou a respirar, ter mau hálito ou febre, é provável que qualquer um destes sintomas está associado à amigdalite, inflamação das amígdalas, que fazem parte, juntamente com as adenoides, do anel de Waldeyer, um tecido linfóide que existe na região das vias aéreas superiores.

É no inverno que mais frequentemente surgem as amigdalites de repetição e isto deve-se, principalmente, às variações de temperatura, bem mais comuns nesta época do ano, e não apenas às baixas temperaturas. Este tipo de infeção é muito comum nas crianças sendo que o risco de contágio é elevado e geralmente faz-se por contacto com os fluidos nasais ou da garganta de uma pessoa infetada.

dentista pediátrico

O  que é?

A amigdalite é uma inflamação geralmente aguda, mas que também pode ser crónica, das amígdalas palatinas por bactérias ou por vírus. Estas, tais como as adenoides, são tecidos linfóides que, quando em bom estado, ajudam a prevenir infeções. 

Há vários tipos de amígdalas, nomeadamente:

  • Amígdalas Faríngeas (Adenóides)
  • Amígdalas Tubárias
  • Amígdalas Palatinas
  • Amígdalas Linguais

Estes órgãos localizam-se à entrada dos sistemas respiratório e digestivo, o que os torna mais suscetíveis ao contacto com microrganismos que entram no corpo através do ar que respiramos ou dos alimentos que consumimos, por exemplo. A atividade imunológica do tecido linfóide é mais ativa entre os 4 e os 10 anos de idade, razão pela qual a amigdalite é mais prevalente na infância.

Sintomas?

Como já foi referido, a infeção ou inflamação desta zona leva a uma hipertrofia das amígdalas, que pode provocar uma obstrução respiratória e digestiva.

Desta forma, os principais sinais de alerta e sintomas são:

  • Dificuldade em engolir;
  • Dor de garganta;
  • Amígdalas vermelhas e inchadas;
  • Febre;
  • Gânglios no pescoço;
  • Amígdalas com ou sem pontos brancos (pus);
  • Mau hálito.
amigdalite sintomas

A dor também se pode sentir nos ouvidos devido aos nervos que são partilhados com a garganta sendo que nas crianças mais pequenas pode não haver queixas ao nível da garganta e os sintomas serem apenas perda de apetite, febre ligeira e diminuição da atividade normal.

Causas?

Esta doença pode ter diferentes origens e causas. Por norma, esta inflamação pode ser provocada por vírus, como os Adenovírus, Enterovírus (Coxsackie A e B ), Rinovírus, Influenza e Para-influenza, Epstein-Barr, Herpes simplex 1 e 2, ou por bactérias, como a Streptococcus β-hemolíticos do grupo A (Streptococcus pyogenes).

  • Amigdalite vírica

A amigdalite vírica está na origem de grande parte das situações de faringite ou amigdalite. O Adenovírus é, de resto, o principal causador de amigdalite em crianças com menos de 3 anos. Esta doença é mais frequente no inverno e na primavera e transmite-se através do contacto próximo.

  • Amigdalite estreptocócica

A amigdalite estreptocócica é a amigdalite de origem bacteriana mais recorrente, sendo especialmente prevalente em crianças e adolescentes entre os 5 e os 15 anos de idade. Habitualmente, há um primeiro pico entre os 5 e os 7 anos de idade e um segundo pico entre os 12 e os 13 anos de idade.

Assim como a amigdalite vírica, a estreptocócica também é mais frequente no inverno e na primavera. O contágio também se dá através de um contacto próximo, nomeadamente, com as secreções da garganta ou do nariz de pessoas infetadas.

Diagnóstico? 

Por norma, na observação da boca aparece uma vermelhidão na garganta com ou sem pontos brancos (pus). Os sintomas da amigdalite podem ser comuns a outras doenças graves e devem ser observados e tratados pelo médico especialista em Otorrinolaringologia.

O diagnóstico da amigdalite é feito geralmente por observação médica da cavidade oral e constatação do processo inflamatório na garganta. Na larga maioria dos casos, não são necessários exames complementares, a não ser no caso de suspeita de complicações. A pesquisa sistemática de níveis de TASO (anti-estreptolisina) não é atualmente recomendada.

A amigdalite é geralmente uma inflamação passageira e que se resolve vulgarmente ao fim de 5-7 dias. No entanto, pode causar complicações graves em casos pontuais.

Tratamento? 

O tratamento vai sempre variar consoante o diagnóstico e historial clínico do paciente, tendo em conta os seguintes pressupostos:

  • Idade, condições gerais de saúde e antecedentes
  • Extensão da infeção
  • Tipo de infeção
  • Tolerância do paciente para medicamentos e procedimentos médicos
  • Evolução da infeção

Na amigdalite viral o tratamento passa pela medicação adequada ao alívio dos sintomas (sobretudo antipiréticos e analgésicos), hidratação frequente e repouso.

amigdalite tratamento

A terapêutica pode ser médica (com medicamentos) ou cirúrgica, dependente da causa, extensão, repetição ou severidade dos quadros. Os antibióticos podem ser úteis mas nem sempre necessários, se a causa for um vírus. Com a reincidência da infeção pode, eventualmente, ser aconselhada a realização de cirurgia para remoção das amígdalas (amigdalectomia).

É contagiosa?

A amigdalite não é contagiosa, contudo, as infeções que lhe dão origem são (por exemplo, as constipações). Como tal, podem ser transmitidas de pessoa para pessoa, através do contacto com as secreções de uma pessoa infetada. Estas infeções são mais frequentes no inverno e na primavera e propagam-se rapidamente em locais fechados, como escolas e infantários.

Como prevenir?

As formas de prevenir esta doença inflamatória são em tudo idênticas às outras maneiras de evitar patologias que se transmitem por via de gotículas ou outras secreções contaminadas. Para que seja capaz de reduzir o risco de desenvolver amigdalite, aqui vão alguns conselhos e sugestões:

  • Lavar as mãos frequentemente, principalmente antes de tocar no nariz ou na boca
  • Evitar partilhar alimentos, bebidas ou utensílios com alguém que esteja doente
  • Substituir a escova de dentes regularmente
  • Não decida sozinho o tratamento nem se automedique. 

Sabias que…

Nem todas as infeções devem ser tratadas com antibióticos! Caso o faça e de forma recorrente, está a contribuir para o desenvolvimento de resistência, fazendo com que as bactérias deixem de ser sensíveis a certos antibióticos, tornando o combate a estas infeções mais difícil. Este é um dos motivos pelo qual cada caso deve ser diagnosticado por um médico que indicará o melhor tratamento a seguir.

Em suma: 

É muito importante que seja capaz de preservar a sua saúde e pedir ajuda quando sentimos que “algo não está bem”. Não deixe arrastar a situação, marque uma consulta com um dos nossos otorrinolaringologistas no nosso site doctorino e saiba como melhorar a sua qualidade de vida a partir de hoje.

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