carolina pinheiro
Conte-nos o seu percurso e a razão pela qual escolheu a sua especialidade.:

Ao início apenas sabia que queria ajudar as pessoas, gostava de escutar e entender o comportamento humano e naquela decisão tão exigente que é dada aos adolescentes na escolha do que querem, à partida, para “a vida” decidi que era a Psicologia. Tal ainda se tornou mais claro para mim no decorrer do meu percurso em que tive contacto com o contexto Hospitalar, no Hospital de São João, tendo integrado a Unidade de Psiquiatria Comunitária, a Unidade de Perturbação Mental Grave, a Unidade de Convalescença e uma intervenção de grupo no Luto Complicado, sem dúvida gratificante.

Na procura de mais ferramentas de ajuda à população e na aquisição de novos conhecimentos, iniciei uma formação intensiva em Hipnose Clínica e uma Especialização Avançada em Avaliação e Reabilitação Neuropsicológica da Infância à Idade Adulta.

Que tratamentos realiza no seu dia-a-dia e qual o impacto nos seus pacientes?:

Tenho uma abordagem eclética, ou seja, considero que o ser humano e naturalmente quem me procura dependendo da fase de evolução em que se encontra no processo terapêutico irá necessitar de diferentes abordagens de intervenção.

Portanto, o enquadramento de técnicas de diferentes abordagens é no sentido de promover uma maior consciencialização do estado emocional e dotar para a capacitação e o adquirir de competências e estratégias para saber lidar com o seu problema ganhando uma confiança em si mesmo. Costumo dizer que a construção de uma boa relação terapêutica, será propícia a um lugar seguro e consequentemente possibilita o processo terapêutico e como tal, a adesão ao mesmo.

Qual o seu principal target e que tratamentos têm mais procura?:

Decorrente do meio de atuação em que tive oportunidade de começar, o Universitário, jovens e adultos são o público-alvo prevalente e os problemas mais comuns são a ansiedade, depressão, angústia existencial, problemas do foro relacional e do comportamento alimentar.

Acompanho também, em cotexto privado e hospitalar crianças, jovens e adultos. A avaliação e reabilitação neuropsicológica numa idade adulta- avançada. Aqui à semelhança das problemáticas referidas surge também o luto complicado, fobias, problemas de adaptação (divórcio, gravidez, desemprego). Ainda que a psicoterapia seja a mais solicitada, a procura de outras alternativas cresce.

Que alterações tem vindo a observar na sua atividade profissional ao longo do seu percurso (por exemplo, procura, necessidades dos pacientes, intervenção do digital)?:

Hoje em dia começamos a ver, e ainda bem, uma alteração ao paradigma até então, estigmatizante, da saúde mental. As pessoas já vão tendo uma mente mais aberta e sobretudo existe uma maior literacia quanto à necessidade de cuidarmos também da nossa mente. As exigências que vivemos num mundo em constante evolução tem reforçado ainda mais a importância que a saúde mental em geral e a psicologia em particular tem não só em cada um de nós como na sociedade em geral. Passou-se a estar mais atento ao EU, à dor emocional, ao significado existencial e como tal as necessidades aumentam.

A intervenção digital, já praticada, sofreu um avanço significativo Tivemos de nos (re)adaptar e isso foi um meio promotor de alavancar um leque mais abrangente de opções de intervenção chegando naturalmente a um maior número de pessoas que da nossa ajuda precisam.

Em que medida o digital favorece o contacto e acompanhamento dos seus pacientes?:

O digital veio permitir estar em qualquer parte do mundo e assim chegar a um maior número de pessoas, flexibilizando também, a prática clínica. O objetivo, esse mantém-se, o promover a saúde, bem-estar e o crescimento pessoal.

 

carolina pinheiro

 

 

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