ana sevinate
Conte-nos o seu percurso e a razão pela qual escolheu a sua especialidade.:

A psicologia clínica e a psicoterapia surgiram no contexto de um momento de transição e de transformação na minha vida, mas hoje sei que a escuta, o acolhimento, a empatia e a sensibilidade no contexto das relações são, desde sempre, para mim queridos e fundamentais. A possibilidade de ouvir, testemunhar, apoiar, validar, guardar e ajudar a reescrever as histórias que o outro traz consigo e tem para contar é aquilo que, na sua essência, tem desenhado o meu percurso.
A psicoterapia em particular é um trabalho de um imenso pormenor, “bordado” à medida do paciente e na relação terapêutica. Ao mesmo tempo que é uma grande responsabilidade, implica também por isso a necessidade de uma profunda sintonização com o outro e connosco mesmos, o que para mim é algo que move e incentiva profundamente a minha prática.

Que tratamentos realiza no seu dia-a-dia e qual o impacto nos seus pacientes?:

A psicologia clínica e a psicoterapia surgem na minha prática tanto no âmbito do pedido de ajuda como no âmbito da transformação ou da busca de um sentido.
A minha abordagem é uma abordagem integrativa, considerando o ser humano em todas as seus aspectos. As técnicas que utilizo são por isso enquadradas nessa perspetiva, promovendo a consciência, a escolha e a integração do ser humano. Acima de tudo, é a relação terapêutica, proporcionando um lugar seguro, que possibilita o processo terapêutico e a sua integração na vida do paciente.
A especialização em Cuidados Paliativos aproximou-me muitíssimo das questões da perda e do luto no âmbito da minha prática e no âmbito do meu desenvolvimento profissional contínuo.

Qual o seu principal target e que tratamentos têm mais procura?:

Pelo facto de ter feito parte da minha formação e acreditação no Reino Unido, tenho vindo sempre também a trabalhar com a comunidade estrangeira residente em Portugal. Nesse sentido, as questões da pertença, da mudança e da perda estão habitualmente presentes, trazendo muitas vezes à luz temas antigos da vida do indivíduo mas que agora encontram forma de se manifestar.
O pedido de ajuda tem, muitas vezes, que ver com uma razão de natureza relacional. A ansiedade, a depressão surgem como sintomas comuns associados. O luto está bastante e naturalmente presente, pelas mais diversas razões, sendo que o seu processo é fundamental, disponibilizando um tempo e um espaço para que possa ter lugar. O sofrimento ao nível já da personalidade tem sido também recorrente deste o inicio da minha pratica.

Que alterações tem vindo a observar na sua atividade profissional ao longo do seu percurso (por exemplo, procura, necessidades dos pacientes, intervenção do digital)?:

Á medida que a saúde mental em geral e a psicologia em particular vão sendo validadas e alargadas na sua importância, no seu papel e nos seus benefícios pela sociedade, o leque de necessidades de procura, vai-se também ampliando. Está-se mais atento à dor emocional, para além das necessidades estarem, a meu ver, a aumentar.
O acompanhamento digital já fazia parte do meu trabalho, possibilitando a continuidade do processo terapêutico independentemente do lugar do mundo para onde as pessoas se deslocam, mas sem dúvida que se tornou o meio mais utilizado nestes últimos tempos.

Em que medida o digital favorece o contacto e acompanhamento dos seus pacientes?:

O meio digital flexibiliza bastante a dimensão prática das consultas, tanto pelas questões de localização como pelas questões de horário, tornando possível extender o alcance do nosso trabalho, bem como agilizar o contacto com os pacientes. Hoje em dia, os seus benefícios estão também necessariamente relacionados com sentimentos de segurança e de conforto.

 

ana sevinate

 
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