A halitose afeta aproximadamente 30% da população mundial e, em Portugal, os estudos indicam mesmo que ela pode atingir cerca de 49,5% da população nacional. Apesar de poder afetar qualquer pessoa, independentemente do género e idade, a halitose tem-se mostrado mais prevalente em indivíduos do género masculino e de idade mais avançada, principalmente com maus hábitos de higiene oral.

Embora esta condição tenha, desde logo, um impacto social e pessoal, afetando a auto-estima dos pacientes que sofrem deste problema, o mais relevante é que este pode ser um sintoma de um problema físico mais grave e complexo. No mês do amor e dos namorados, não queremos que tenhas vergonha de beijar quem mais amas por causa do mau hálito. Portanto, não desvalorizes esta situação e fica a saber mais sobre as suas possíveis origens.

Sofres de halitose ou mau hálito? Dizemos-te o que fazer e evitar

Comecemos por perceber o que é o hálito. O hálito é um gás composto por uma série de substâncias, cujo odor pode ser influenciado por:

  • estado de saúde;
  • condição física;
  • doenças;
  • alimentos e medicamentos;
  • fatores ambientais;
  • estilo de vida.

Origem da halitose

Assim, fica claro que a origem deste problema pode ser diversa, pelo que o seu diagnóstico deve ter em consideração vários aspetos. Apesar de, normalmente, se associar a halitose a uma má higiene oral, é importante sublinhar que apenas 75% dos casos de mau hálito têm uma causa oral.

Uma percentagem significativa, mas que está a decair, sobrando 25% de casos em que a halitose é provocada por causas extra-orais, nomeadamente relacionadas com problemas no aparelho respiratório, tubo digestivo e/ou sistémicos.

Há, ainda, uma outra situação muito curiosa, em que o indivíduo sente que tem mau hálito quando, na verdade, não tem. Esta pseudo halitose (apenas percecionada pela pessoa) pode ser motivada por uma diminuição da secreção salivar, problemas digestivos, stress ou ansiedade.

A halitose nas crianças tem, normalmente, origem em:

  • Adenoidite crónica;
  • Amigdalite crónica;
  • Rinite/rinossinusite;
  • Corpo estranho nasal;
  • Refluxo;
  • Algumas parasitoses.

A halitose nos adultos tem, frequentemente, origem em:

  • Amigdalite crónica (caseum);
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Halitose dos respiradores bucais (por desvio do septo nasal);
  • Diabetes mal controlada (hipoglicemia);
  • Rinite e/ou sinusite;
  • Problemas renais ou hepáticos;
  • Patologia tumoral da boca, faringe e laringe.

Tratamentos

Identificada a origem da halitose, é certo que há causas mais específicas para este problema que podemos identificar.

Alimentação: Por exemplo, no que respeita à alimentação, sabemos que a presença de partículas alimentares nos dentes aumenta o número de bactérias existentes, o que provoca mau odor. Alguns alimentos podem agudizar este cenário, como é o caso da cebola, alho e especiarias. Também um jejum prolongado pode causar mau hálito, pois diminui a salivação e aumenta a fermentação e a libertação de enxofre.

Tabaco: Além do odor do tabaco em si provocar mau hálito, ele potencia o risco de doença gengival, a qual aumenta ainda mais os sinais de halitose.

Má higiene oral: Claro que uma má higiene oral vai fazer com que as partículas alimentares se mantenham na boca, desencadeando mau cheiro. Quem sofre de gengivite ou periodontite, por exemplo, tem necessariamente mau hálito. E importa lembrar que quando falamos de higiene oral, referimo-nos também à limpeza das próteses dentárias.

Diminuição da saliva: A saliva ajuda a limpar a boca e a remover as partículas. Por isso, quem, por alguma razão, tende a ter a boca mais seca, é provável que sofra de halitose. 

Infeções e inflamações: As infeções bucais ou as inflamações do nariz, seios perinasais ou garganta são outra causa possível de halitose.

Soluções com álcool: O uso de soluções com álcool para bochechos pode também provocar mau hálito.

Medicamentos: Antidepressivos e fármacos para alguns tipos de cancro, para doenças metabólicas ou para o refluxo gastroesofágico costumam também provocar um certo mau hálito.


Diagnóstico e tratamento


Além da auto-perceção e da opinião dos outros, há outras maneiras de identificares este problema, como as provas olfativas e os monitores de compostos sulfurados. A cromatografia gasosa, por exemplo, permite identificar os agentes químicos responsáveis por este problema de saúde.

O tratamento vai depender da origem do problema, mas fazeres uma boa higiene oral e dentária é sempre importante. Usares uma boa pasta dentífrica, um elixir oral e o fio dentário é essencial, assim como tratares possíveis doenças gengivais, periodontite ou cáries.


Prevenção

Uma higiene oral frequente e adequada é suficiente para prevenires, pelo menos, 75% dos casos de halitose. Sendo assim, deves:

  • escovar os dentes e a língua após as refeições;
  • usar fio dentário pelo menos uma vez por dia;
  • lavar bem as tuas próteses dentárias;
  • mudar de escova de dentes a cada 2 a 3 meses;
  • beber muita água;
  • evitar tabaco, café, alimentos e bebidas açucarados e álcool;
  • fazer uma consulta de Medicina Dentária, uma a duas vezes por ano.

Ignorares este problema de saúde não é solução e pode pôr em risco o teu bem-estar e saúde. Por isso, não adies mais e marca já a tua consulta de Medicina Dentária através da plataforma doctorino.pt.