Porquê ir ao psicólogo?

Ainda é comum (embora menos do que há uns anos) que as pessoas tenham a tendência a associar a necessidade de ir ao psicólogo à existência de problemas de saúde mental mais graves e incapacitantes. Esta associação, errada, permite que haja ainda alguma estigmatização em relação à ida ao psicólogo e, consequentemente, quem está a frequentar um psicólogo (ou psicoterapeuta ou analista), pode sentir vergonha em o anunciar junto do seu meio social.

Felizmente, cada vez mais existem campanhas que tentam diminuir o estigma, mostrando que o psicólogo não serve apenas para tratar problemas de saúde mental mais graves.

Todos nós já tivemos momentos ao longo da nossa vida em que estávamos mais em baixo, com dificuldade em conseguir lidar e superar um determinado problema que nos estava a desgastar e, nessa altura, se não encontrámos sozinhos uma forma de superar o problema, sentimos a necessidade de alguém para nos ajudar a fazê-lo. É verdade que se pode nessas alturas recorrer a um amigo ou familiar, e o apoio de ambos é com certeza importante para superar as dificuldades mas, quando a pessoa se permite a visitar um psicólogo, e se permite a confiar nele o seu problema, o psicólogo não irá apenas ouvir e compreender o problema (como o amigo o familiar faria), podendo também ajudar a pessoa a pensar sobre ele.

Como me sinto em relação ao que está a acontecer? Porque será que isto me deixa a sentir desta forma? Já me senti assim antes? São perguntas que a pessoa passará a refletir e que poderão ser importantes para a resolução interna dos seus problemas e conflitos. Identificar a possível origem, o efeito que tem em nós, e outras situações em que também nos sentimos daquela forma, é meio caminho para a resolução interna do problema.

É ainda de deixar claro que, ao contrário dos amigos e familiares a quem recorremos nos momentos mais complicados, o objetivo do psicoterapeuta não é estar presente para dar conselhos à pessoa de como agir perante determinado acontecimento, mas sim o de conseguir ajudar a pessoa a flexibilizar a maneira como pensa e se comporta perante determinada situação, e ajudá-la na reflexão sobre o seu problema, de modo a que seja ela própria a encontrar as suas respostas.

Um dos principais ingredientes do sucesso de um processo psicoterapêutico é a Relação que se vai estabelecer entre o paciente e o terapeuta. Grande parte dos conflitos internos que vivemos são motivados por questões relacionais (antigas e/ou atuais), e a possibilidade de estabelecer uma relação terapêutica, com alguém especializado e conhecedor do funcionamento psicológico, onde virão ao de cima todas estas formas de se relacionar com os outros, será com certeza benéfico para a superação da dificuldade, uma vez que o terapeuta lidará com estas situações de forma profissional.

Nesta Relação especial é importante que o paciente se sinta à vontade para partilhar as dificuldades que sente sem que isso o faça sentir vergonha, pudor, culpa, medo, ou até mesmo a sensação de que está a ser ridículo. Todos estes sentimentos constituem resistências da própria pessoa a visitar conteúdos internos difíceis de gerir e aceitar e, quando a pessoa consegue superar esta resistência, confiando no psicoterapeuta, estão abertas as portas para a pessoa se conhecer e explorar livremente. Há uma modificação na visão interior dos acontecimentos passados com a possibilidade de agora olhar para eles de outra forma.

O processo psicoterapêutico permite confrontar as verdades da nossa vida, aquilo que realmente vivemos e que sentimos, e só a verdade consegue ter efeitos terapêuticos.

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