A perda de audição ou hipoacusia é uma situação frequente, mas isso não a torna menos grave ou preocupante. Como em quase todas as patologias, a chave para uma resolução mais rápida e eficaz do problema pode ser um diagnóstico e tratamento precoce.

Assim, é fundamental estares atento aos sinais e, também, às chamadas de atenção de quem está à tua volta, já que habitualmente são os outros os primeiros a detetar os sintomas de perda auditiva.

Perda de audição: aspectos a que deves estar atento
Causas

O envelhecimento é a principal causa da perda de audição. O desgaste diário afeta a eficácia do sistema auditivo. Assim, gradualmente, começa a sentir-se mais dificuldade em ouvir vozes suaves e sons de alta frequência.

Outro motivo que está, muito frequentemente, na base deste problema de saúde é o ruído. A exposição continuada a altos níveis de ruído danifica as células ciliadas (células do ouvido interno), interferindo na capacidade de ouvir. Daí, em certas profissões e atividades, os protetores auriculares serem tão importantes.

Outras razões para a perda auditiva podem ser: fatores hereditários ou doenças e infeções.


Perda de Audição Congénita

Ao contrário da Perda de Audição Neurosensorial que, como já vimos, é essencialmente causada por danos nas células ciliadas e se deve, fundamentalmente, ao envelhecimento natural ou à exposição a altos níveis de ruído, a perda auditiva congénita normalmente surge logo no nascimento e tanto pode ser motivada por fatores hereditários, como não hereditários.

Entre as causas para este tipo de perda auditiva podem estar:

  • infeções como o sarampo, rubéola, citomegalovírus e herpes;
  • nascimento prematuro;
  • pouco peso ao nascer;
  • lesões durante o parto.

Perda de Audição de Condução

Existe ainda a Perda Auditiva de Condução que se carateriza por uma interferência na transmissão do som do ouvido externo para o ouvido interno. As suas causas podem ser:

  • infeções do ouvido médio (otite média); 
  • acumulação de fluido no ouvido médio; 
  • bloqueio do ouvido externo (cera); 
  • perfuração do tímpano devido a infeção ou ferimento. 

Nestes casos, pode ser recomendado o uso do aparelho auditivo, medicação e/ou cirurgia.


Sintomas

O National Institute on Deafness and Other Communication Disorders (EUA), o NHS Choices (Reino Unido) e a Mayo Clinic (EUA) listaram os sinais de alerta mais comuns na perda auditiva nos adultos. Ora, toma atenção:

  • Dificuldade em ouvires o que te dizem ao telefone;
  • Não ouvires a campainha da porta;
  • Achares que os sons estão “abafados”;
  • Teres de te esforçar para perceberes e acompanhares uma conversa;
  • Pedires frequentemente para as pessoas repetirem o que estão a dizer;
  • Sentires dificuldades em seguir conversas com mais de um interlocutor ou em locais públicos com barulho;
  • Colocares o som da televisão, aparelhagem ou o toque do telemóvel muito alto.

Diagnóstico e tratamentos

Como em qualquer outra doença, o primeiro passo perante os sinais de alerta deve ser consultares um otorrinolaringologista ou um especialista em audiologia. A perda auditiva é real e tem um impacto significativo na qualidade de vida. Gradualmente, ela pode contribuir para o isolamento do indivíduo e gerar ansiedade e até depressão.

Para evitares males maiores, nomeadamente entrares numa espiral de outras doenças e patologias, nada como ires ao especialista e fazeres alguns exames complementares que ajudem no diagnóstico, como audiometria, otoemissões acústicas, impedancimetria, potenciais evocados, entre outros.

Findo o diagnóstico, há que passar ao tratamento, cujos procedimentos podem ser tão variados como remoção do cerúmen, cirurgia ou adaptação de um aparelho auditivo. Em caso de surdez neurossensorial severa-profunda bilateral/unilateral, por exemplo, pode ser recomendado um Implante Coclear (IC), um dispositivo eletrónico que estimula o nervo auditivo diretamente.


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