Percurso e a razão pela qual escolheu a sua especialidade:

Natural do Alentejo, aos 17 anos decidi enveredar pela área da Saúde, mudando para Lisboa onde me licenciei em Análises Clínicas e Saúde Pública. Neste contexto e prestes a concluir a minha formação, lancei-me no mercado do trabalho aos 21 anos.

Durante cerca de 8 anos dediquei o meu trabalho a esta área, sempre no encalço da inovação científica – a maior parte desse período dedicado à Medicina Transfusional no Hospital de Santa Maria. No entanto, depois de muitas dúvidas, receios e ambições, acordei um dia, aos 27 anos, com a decisão de conquistar uma evolução profissional ao candidatar-me ao Mestrado em Medicina.

Assim, em 2014, ingressei no Mestrado em Medicina que me vocacionou, não “apenas” para uma o exercício de uma prática baseada na evidência científica ou de uma forma paternalista, mas sim para uma abordagem multidimensional.

Abracei ainda, ao longo do meu percurso, a componente académica, em representação dos estudantes de Medicina, quer a nível local quer a nível nacional, na procura pela oferta de uma formação o mais ampla e com a melhor qualidade possível, da mesma forma que devo salientar a co-autoria num livro, cuja primeira edição foi lançada há exactamente um ano atrás.

Portanto, independentemente da especialidade médica pela qual se opte, considero, acima de tudo, importante a experiência e a recompensa que se pode retirar do serviço prestado aos utentes no âmbito da Clínica Geral.

Que tratamentos realiza no seu dia-a-dia e qual o impacto nos seus pacientes?

Os tratamentos que realizo no meu dia-a-dia começam por uma abordagem simples e universal, que consiste na colheita de história e observação dos utentes, e que deve ser transversal na sua implementação.

Por vezes, apenas esta avaliação, funciona como a primeira linha de tratamento para muitos utentes e tem um impacto gigante, quer na relação médico/utente quer na resposta aos (eventuais) tratamentos ulteriores, se necessário. Aqui, a abordagem, em termos de tratamento, é então dirigida de forma individual e mediante avaliação prévia caso a caso.

Tratamento este que pode ir, assim, desde uma terapêutica conservadora até à terapêutica, passando pela possibilidade uma intervenção multidisciplinar e sempre apoiando o o utente e tendo como principal alicerce o seu desempenho terapêutico de forma holística.

Qual o seu principal target e que tratamentos têm mais procura?

Enquanto no exercício na Medicina através da Clínica Geral, não poderei apontar um target ou quais são os tratamentos que têm mais procura. Essa é exactamente a riqueza e o ganho que se adquire durante este exercício médico.

Porém, a ter que apontar um, o meu target seria, sem dúvida, a população pediátrica. Bebés são a coisa mais maravilha e promissora do mundo. Só temos que lhes dar dar as ferramentas certas.

Quanto aos tratamentos com mais procura, e mais uma vez, neste contexto, estes surgem por inerência às situações que surgem dia após o dia – e diga-se, diversos tratamentos, trazem mais conhecimentos.

Que alterações tem vindo a observar na sua atividade profissional ao longo do seu percurso (por exemplo, procura, necessidades dos pacientes, intervenção do digital)?

Infelizmente, dada a situação que atravessamos, a resposta parece-me óbvia. Ainda que, embora o panorama tivesse acelerado quaisquer alterações, acredite que, mais cedo ou mais tarde, o rumo tendesse a ser o mesmo.

Quero com isto que, a meu ver, aumentaram as necessidades dos pacientes – não apenas devido à situação de pandemia, mas também a uma cada maior esperança média de vida, e consequentemente, a procura por cuidados de saúde – dadas as múltiplas co-morbilidades que acabam por se somar, como parte do processo natural de envelhecimento de qualquer ser humano.

Assim, e considerando mais uma vez a pandemia como o grande catalisador, surgiu em grande escala a necessidade, a procura e a intervenção do digital – o que veio reduzir os riscos associados a visitas constantes aos Serviços de Saúde e, ao mesmo tempo, permitir um atendimento quase permanente e de acordo com as necessidades de cada utente.

Em que medida o digital favorece o contacto e acompanhamento dos seus pacientes?

O digital favorece os meus pacientes, no sentido em que, mesmo na minha ausência, poderei sempre estar presente. Desta forma, o contacto não se restringe ao momento da consulta, mas perpetua-se enquanto o meu paciente necessitar, ainda que seja à distância.

Esta nova metodologia promove a proximidade e a rápida resposta às diversas solicitações dos utentes, facilitando a relação entre médico e utente e colocando a Medicina ao serviço dos utentes de uma forma quase omnipresente.

 

Jorge Frade

 

 

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