Dicas para lidar com a ansiedade das crianças e jovens, durante o isolamento

A Direção-Geral da Saúde, através do Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil e do Programa Nacional de Prevenção da Violência no Ciclo de Vida, lançou um Manual para a Família que tem como objetivo apoiar as famílias em isolamento, sobretudo as que têm crianças e jovens. 

Estes últimos são mais vulneráveis às pressões do meio e à situação de isolamento. Logo, é natural que a sua estabilidade, confiança e segurança sejam afetadas por este contexto. Assim, pais, mães e cuidadores/as devem estar atentas/os aos mais novos e usar estratégias que reduzam o impacto de toda esta situação de isolamento nas crianças e jovens.

Dicas para lidar com a ansiedade das crianças e jovens, durante o isolamento

Estar em isolamento, em família, tem aspetos positivos, mas também negativos. Encarar as dificuldades em conjunto é o primeiro passo para conseguir ultrapassar todos esses obstáculos. 

Ter uma rotina diária é essencial, com espaço para o estudo/trabalho, mas também para as refeições, o descanso e, claro, o lazer. Embora seja importante que haja convívio e momentos de partilha em família, também é importante respeitar o espaço individual de cada um.


Lidar com emoções

Brincar ou desenhar são formas das crianças se divertirem e, também, expressarem as suas emoções. Esta é uma estratégia que podes utilizar para as crianças transmitirem os seus sentimentos, como medo ou tristeza. Isso irá ajudá-las a sentirem-se mais seguras, tranquilas e compreendidas.


Combater o stress

O isolamento pode fazer com que as crianças fiquem mais dependentes dos pais, mães

ou pessoas cuidadoras. Se sentires que a criança está preocupada com a situação atual, tenta acalmá-la e diminuir a sua ansiedade, explicando de forma clara e adequada à idade o que é a COVID-19 e frisando que este isolamento não durará para sempre.


Evitar a separação

Nesta fase, são muitas as crianças e jovens que têm de estar separados de entes queridos como os pais, os irmãos ou os avós. Nestas situações, é importante garantir que se mantém um contacto regular entre os mais novos e os seus familiares, através de telefonemas ou videochamadas, por exemplo.


Ter uma rotina

Os mais novos, dos mais pequenos aos maiores, precisam de uma rotina, de um plano para o seu dia. Esse horário deve ser adaptado à idade da criança e às suas necessidades. Porém, deve sempre contemplar momentos para o estudo, momentos para lazer e, ainda, momentos para participar nas tarefas domésticas. Saber com aquilo com que contam ajuda as crianças e os adolescentes a ficarem mais serenos e a lidarem melhor com a presente situação de isolamento.


Socializar mesmo à distância

Em situações de crise, a ansiedade também pode aumentar junto dos adolescentes e jovens. O medo e a angústia podem prejudicar os relacionamentos afetivos e familiares, assim como os objetivos escolares e projetos futuros do jovem. Para evitar estas consequências, deves conversar com o adolescente sobre a COVID-19 e incentivá-lo a manter contacto à distância com os seus amigos.


Fazer uma videoconsulta

Neste período, uma consulta com um psicólogo ou psiquiatra pode ser imprescindível. Na dificuldade em se deslocar presencialmente a um consultório, pode sempre optar por uma solução muito prática e funcional como a videoconsulta. Vai à doctorino.pt e agenda já uma videoconsulta para ti ou para os mais novos aí de casa.

Fonte: Direção-Geral da Saúde. Manual para famílias: como lidar com o isolamento em contexto familiar. Disponível em: https://www.dgs.pt/documentos-e-publicacoes/manual-para-familias-como-lidar-com-o-isolamento-em-contexto-familiar-pdf.aspx

 

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