Margarida Sampaio - Doctorino
Percurso e a razão pela qual escolheu a sua especialidade:

Mestre em Psicologia pela Universidade de Évora, Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses (cédula profissional nº 24000), membro em formação da Associação portuguesa de psicanálise e psicoterapia psicanalítica e pós-graduada em Terapia Familiar e de casal, soube desde cedo que queria compreender o comportamento humano.

Porque é que as pessoas se comportam desta forma de não de outra? Porque é que as pessoas escolhem coisas que as magoam? Rapidamente percebi que as respostas que mais me faziam sentido me eram dadas através do modelo teórico da psicanálise e que a história de cada um é aquilo que nos vai diferenciar em todo e qualquer pormenor, em toda e qualquer escolha.

É a história única e irrepetivel de cada pessoa que vai influenciar todas as suas condutas, decisões, amores e desamores. Poder acompanhar diversas pessoas nos seus percursos de vida, ajudando-as no seu auto-conhecimento e compreensão profunda foi o percurso que eu escolhi para a minha missão profissional.

Que tratamentos realiza no seu dia-a-dia e qual o impacto nos seus pacientes?

Considerando que sigo um modelo teórico psicanalítico, o tratamento baseia-se na associação livre e na interpretação. Porém, acredito que as técnicas têm de se adaptar às necessidades dos pacientes, podendo apoiar-me de outros modelos teóricos e outras formas de intervenção, nomeadamente técnicas mais diretivas.

Qual o seu principal target e que tratamentos têm mais procura?

Atendo um público-alvo abrangente, desde crianças a adultos, embora o método que utilizo por ser mais reflexivo e interpretativo das experiências e história de vida traga ao meu encontro pacientes que procuram mudar a sua forma de experienciar a vida e procuram qualidade nas suas relações, não se definindo tanto por idade, mas sim por tipo de funcionamento.

Que alterações tem vindo a observar na sua atividade profissional ao longo do seu percurso (por exemplo, procura, necessidades dos pacientes, intervenção do digital)?

Cada vez mais as pessoas querem viver bem, querem sentir-se bem consigo e com a sua história, querem ter relacionamentos saudáveis (seja de que dimensão for), e é isso que as move a procurar a intervenção psicológica. Deparo-me cada vez mais com pessoas que não tendo uma situação específica que as perturbe, sentem que querem sentir-se melhor, querem viver melhor a sua vida.

Em que medida o digital favorece o contacto e acompanhamento dos seus pacientes?

Numa fase de pandemia e de muitos constrangimentos, como é esta que atravessamos, o mundo digital revelou-se de extrema utilidade. Percebemos todos que mesma na ausência física, a expressão facial, a voz e o contacto ocular mantêm-se e por isso a relação terapêutica não se perde.

Na verdade até acredito que o facto dos pacientes estarem no seu ambiente confortável e seguro potencializa o nível de profundidade das reflexões realizadas e aumenta a sensação de segurança na forma como as interpretações são recebidas.

 

Margarida Sampaio - Doctorino

 

 

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