Isabel Botelho
Conte-nos o seu percurso e a razão pela qual escolheu a sua especialidade.:

O meu terreno de eleição é actuar na interface da ciência (ciências humanas e sociais), as humanidades, e as artes. A psicologia, a psicoterapia e a psicanálise são, nesse terreno, o meu caminho profissional.
Gosto de ajudar as pessoas no contacto um a um, ou em grupo, através da escuta e da relação que estabelecemos no percurso que se constrói.
Trato assim de me virar e de acolher quem me procura, facilitando a clarificação, a realização de metas, favorecendo auto-conhecimento, inovação, abandono da repetição, reforço da identidade e da capacidade de amar, ou seja, o fortalecimento de si e da sua saúde mental, a renovação e a transformação.

Que tratamentos realiza no seu dia-a-dia e qual o impacto nos seus pacientes?:

Acompanhamento psicológico e psicoterapia de apoio; Psicoterapia psicanalítica; Psicanálise; Psicoterapia EMDR.

Qual o seu principal target e que tratamentos têm mais procura?:

Foco-me no atendimento de Jovens, Adultos e Séniores.
(tristeza, ansiedade, depressão, luto, exaustão emocional, perturbações do humor, perturbações do comportamento alimentar, relacionamento romântico, procrastinação, questões de identidade e auto-conhecimento).

Que alterações tem vindo a observar na sua atividade profissional ao longo do seu percurso (por exemplo, procura, necessidades dos pacientes, intervenção do digital)?:

Começa a existir uma bastante maior consciencialização acerca dos problemas de saúde mental. O que vem facilitar a prevenção e a intervenção precoce. Com a grande divulgação de conteúdos sobre estes assuntos as pessoas estão mais despertas para agir – em vez de esconder, fingir para os outros ou para si próprias que não se passa nada. Há muito sofrimento psíquico, mas também há esperança no tratamento e na mudança.

Em que medida o digital favorece o contacto e acompanhamento dos seus pacientes?:

A comunicação presencial é quase sempre preferível à digital. Já faço teleconsultas em videoconferência de há 10 anos a esta parte e reconheço que estas ferramentas vieram ajudar muita gente que de outro modo não o poderia ser, como na actual situação de pandemia, de viagens, de estudo ou de estágios no estrangeiro, de emigração e expatriação para lugares distantes, às vezes remotos, sem rede de apoio. O acompanhamento psicológico e a psicoterapia online vieram tornar possível um contacto terapêutico regular e de proximidade apesar da distância. Oferecendo diálogo, reforçando capacidades, minorando ansiedade e pânico, facilitando e fortalecendo o pensamento e a acção.
Não se substituindo ao presencial, a terapia assistida pelo digital veio para ficar.

 

Isabel Botelho

 

 

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