A Dra. Inês Soares Rocha já está na Doctorino!
Percurso e a razão pela qual escolheu a sua especialidade:

Tenho trabalhado principalmente na área da deficiência e desenvolvimento de competências, o que surgiu naturalmente, na minha vida, inicialmente através do voluntariado com crianças com autismo e fez-me todo o sentido continuar essa caminho, de forma um pouco diferente, com a psicologia, profissionalmente.

Que tratamentos realiza no seu dia-a-dia e qual o impacto nos seus pacientes?

Digo sempre que o mais importante é darmos espaço e segurança para as pessoas serem ouvidas. Validar sentimentos e ajudar a questionar alguns comportamento/pensamentos tem sido uma via interessante para que as pessoas possam fazer o seu próprio caminho. Além disso, exercícios de relaxamento e respiração têm-se mostrado bastante úteis e benéficos com adultos com deficiência, bem como recurso à arte (música, pintura, etc.) Com mais jovens, a utilização de brincadeiras ou histórias também ajuda a desmontar os desafios que trazem. E sem dúvida que intervir tendo por base as motivações de cada pessoa (criança ou não) é essencial.

Qual o seu principal target e que tratamentos têm mais procura?

Normalmente, procuram-me em situações de crianças diagnosticadas com autismo e o meu trabalho, nessas situações foca-se no desenvolvimento de competências sociais. E realizo o meu trabalho com base nos princípios do modelo do Programa Son-Rise. Depois também tenho sido procurada a nível de desafios a nível comportamental e no desenvolvimento de competências de autonomia.
Por último, também algumas situações de jovens adultos com questões de ansiedade, princpalmente agora durante a pandemia.

Que alterações tem vindo a observar na sua atividade profissional ao longo do seu percurso (por exemplo, procura, necessidades dos pacientes, intervenção do digital)?

Atualmente, sinto a necessidade de adaptar para um acompanhamento mais online, que traz as suas vantagens e desvantagens, claro. Mas tem sido interessante. Dependendo do local onde trabalho (instituições, clínica, em casa dos clientes), posso observar diferentes desenvolvimentos. O trabalho em casa com crianças com autismo tem muito bons resultados, principalmente se os pais estiverem envolvidos. No entanto, neste momento não é possível fazê-lo. Mas pode adaptar-se. É possível fazer mentoria/consultoria com os pais por exemplo.

Em que medida o digital favorece o contacto e acompanhamento dos seus pacientes?

Na situação atual, o digital permite-nos mostrar que continuamos presentes, embora de maneira diferente. Nem que seja, por vezes, um simples email a partilhar alguma informação relevante e perguntar como estão e/ou se precisam de alguma coisa, é o suficiente para que do outro lado se sintam mais seguros e compreendam que continuam a poder ter este apoio, se o necessitarem.

 
A Dra. Inês Soares Rocha já está na Doctorino!
 
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